A doença de Alzheimer e outras demências podem mudar a relação da pessoa com suas lembranças, sua rotina e, muitas vezes, com o mundo ao seu redor. Por isso, o cuidado precisa olhar não apenas para a doença, mas para a pessoa que continua existindo por trás dela.
Envelhecer não significa, necessariamente, desenvolver uma demência. A doença de Alzheimer é uma condição neurodegenerativa que pode comprometer progressivamente a memória, o pensamento, a comunicação e a capacidade de realizar atividades do dia a dia. Existem também outras formas de demência, com diferentes causas e características.
Embora não seja possível garantir que uma pessoa nunca desenvolverá uma demência, alguns hábitos ao longo da vida estão associados à saúde do cérebro, como manter-se fisicamente ativo, ter uma alimentação equilibrada, cultivar vínculos sociais, estimular a mente e acompanhar fatores de saúde que podem aumentar riscos.
É nesse contexto que o cuidado ganha um papel importante.
Estimular, acolher e preservar: o cuidado em cada fase da longevidade
O cuidado com a saúde cognitiva faz parte de uma jornada que começa muito antes de qualquer diagnóstico e continua quando uma pessoa passa a conviver com uma demência.
Para quem já recebeu um diagnóstico, o cuidado precisa ser ainda mais individualizado. No Grupo Villa, buscamos conhecer a história, os hábitos, as preferências e o nível de autonomia de cada residente para construir uma rotina que faça sentido para aquela pessoa.
Atividades de convivência, música, arte, leitura, fisioterapia e outros estímulos fazem parte dessa rotina, sempre considerando as possibilidades e necessidades de cada um. Mais do que ocupar o tempo, essas experiências podem favorecer a interação, estimular capacidades preservadas e proporcionar momentos de prazer e bem-estar.
Para quem ainda não apresenta uma demência, manter-se ativo física, social e mentalmente também faz parte de um envelhecimento saudável. Criar oportunidades para aprender, criar, movimentar-se, conviver e manter vínculos é importante em diferentes fases da longevidade.
Não se trata de prometer que essas atividades irão prevenir uma demência, mas de promover uma rotina que valorize a saúde, a autonomia, a convivência e a qualidade de vida.
Afinal, cada pessoa tem necessidades diferentes. E o estímulo que faz sentido para uma pode não ser o mesmo para outra.



Cuidar da memória é cuidar da pessoa
Setembro Lilás nos lembra da importância de falar sobre Alzheimer e outras demências com informação, respeito e, principalmente, humanidade.
Seja para quem já convive com uma demência ou para quem deseja envelhecer com mais saúde e autonomia, o cuidado precisa considerar muito mais do que diagnósticos.
Precisa considerar histórias.
No Grupo Villa, acreditamos que cada pessoa envelhece de um jeito. Por isso, o cuidado também precisa ser personalizado.
Conhecer uma história é uma forma de preservar a identidade.
Estimular a autonomia é uma forma de respeitar escolhas.
E criar uma rotina com significado é uma forma de continuar valorizando a vida em todas as suas fases.